Fruto do Espírito Santo

O que significa?

Todos nós sabemos que um fruto é o resultado final daquilo que se planta. É muito importante frisar que se alguém pretende colher um determinado fruto, precisa plantar a semente desse fruto. É claro, ninguém pode querer colher bananas, plantando sementes de laranjas e vice-versa. Todo bom agricultor, antes de plantar, escolhe a boa semente, terra apropriada e o tempo determinado para semear, pois cada semente tem uma época certa para ser plantada e colhida. A vida cristã também não é muito diferente: há o momento certo da plantação e também da colheita.

No que tange ao fruto do Espírito Santo, Ele é a resposta imediata de uma vida convertida ao Senhor Jesus; é o resultado de uma vida em constante comunhão com Deus, na Pessoa do Espírito Santo. E o segredo do fruto está justamente em permanecer na árvore; assim também, para que possamos evidenciar o fruto do Espírito em nossas vidas, devemos nos manter ligados ao Senhor Jesus. Foi por isso que Ele afirmou:

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” João 15.5

Por outro lado, o fruto do Espírito não pode, em hipótese alguma, ser produzido pelo esforço, ainda que sobrenatural, da pessoa, pois nenhum fruto nasce pelo esforço sobrenatural da árvore. Pelo contrário, ele nasce naturalmente, porque interiormente corre a vida da árvore no seu ser. Também o cristão autêntico manifesta o fruto do Espírito naturalmente, porque dentro dele está o Espírito d’Aquele em quem ele crê. Por isso também a vida do Senhor Jesus é vivida novamente através dele, pelo fruto que ele dá. Aliás, este é mais um detalhe da razão por que devemos produzir o fruto do Espírito. O fruto não somente torna evidente a presença de Deus em nossas vidas, mas também manifesta a ressurreição do Senhor Jesus em nós. Agora podemos entender por que o Senhor disse:

“Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e nEle e faremos morada.” João 14.23

Realmente, quando o fruto do Espírito é externado através de cada um de nós, então, temos o próprio Jesus andando com nossos sapatos, vestindo a nossa roupa, falando, ouvindo, vendo; enfim, participando do nosso cotidiano e brilhando através de nós por onde formos. Isto é o cristianismo verdadeiro, retrato autêntico da igreja primitiva, e a imagem e semelhança de Deus resgatada novamente pela fé.

Um detalhe muito importante, e que na maioria das vezes passa despercebido, é o fato do Espírito Santo considerar todas as suas nove modalidades de expressão de caráter como se fossem apenas uma.

O apóstolo Paulo não era leigo no conhecimento para desconsiderar que os nove frutos são, na realidade, apenas um:

“Mas o fruto do Espírito é: Amor, Alegria, Paz, Longanimidade, Benignidade, Bondade, Fidelidade, Mansidão, Domínio Próprio. Contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5 22-23

Ele sabia que eram nove os frutos, porém, ainda assim, o Espírito Santo queria que Paulo registrasse todos como se fossem um, para deixar claro que nãose pode dividi-los, isto é, ninguém pode produzir, por exemplo, o amor e omitir a alegria, porque todos eles são interligados e indivisíveis.

Se alguém manifesta a alegria, por exemplo, e não demonstra o amor na sua vida, este não é um fruto do Espírito. Talvez seja proveniente das circunstâncias do momento, ou seja, uma falsa alegria, pois a verdadeira só existe quando é fruto do amor, que precede e acompanha todos os dons do Espírito.

(*) Texto retirado do livro “O Espírito Santo”, do bispo Edir Macedo

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O Amor é a característica principal daqueles que tiveram uma experiência com o Senhor Jesus, e todos os demais frutos do Espírito Santo estão alicerçados no amor.

Quando a pessoa tem amor dentro do coração, ela tem Deus dentro de si, porque Deus é amor. E como amar é dar, ela então passa a viver lutando por aqueles que ainda não tiveram a mesma luz que ela recebeu ao encontrar-se com o Senhor Jesus.

Quer dizer, a pessoa que aspira em ser batizada no Espírito Santo tem que estar bem ciente de que a sua vida será para o serviço de Deus em favor dos seus semelhantes.

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A Alegria como fruto de Deus em nós significa um estado permanente de graça diante do Senhor, uma satisfação constante pelo fato de ser um instrumento nas mãos do Altíssimo para ajudar os outros.

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A Paz é o estado de espírito em que o verdadeiro cristão mantém dentro de si mesmo em meio às tempestades que desabam sobre a sua cabeça. Quando a pessoa é batizada com o Espírito Santo, ela jamais perde a paz; e a mesma paz que ela recebe ela passa para as demais pessoas.

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A Longanimidade é um dos frutos que mais caracterizam o verdadeiro cristão, já que ele significa paciência para suportar ofensas, afrontas e toda sorte de provações por parte dos filhos do diabo. É quase impossível uma pessoa não cristã suportar agressões sem se defender e ainda por cima ter condições espirituais para orar pelos agressores. Entretanto, quando a pessoa apresenta esse caráter longânimo quando nas provocações, então é porque realmente é de Deus.
E a pessoa precisa deste fruto como do ar para viver, já que na sua luta ele enfrentará todo tipo de provocações e ainda assim terá que suportar, não por obrigação, mas por amor aos semelhantes.

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A Benignidade é caracterizada pela flexibilidade de tratamento gentil e cordial para com todos os tipos de pessoas, quer sejam cristãs fracas ou não-cristãs.Uma pessoa benigna jamais demonstra intransigência com os semelhantes, pelo contrário, há um profundo respeito por todos, independentemente da classe social, da cor, do sexo, da idade ou da religião que a pessoa professa.
Se a pessoa não for benigna para com todos, como ela encontrará benignidade da parte de Deus para com ela?

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A Bondade é mais uma forma de amor e em muito se assemelha à benignidade, porque é tolerante e não mede sacrifícios para ajudar e fazer valer a força do amor para com o seu semelhante.
É na bondade dos nascidos do Espírito que as pessoas que chegam na Universal têm visto que ela realmente é uma Igreja do Espírito Santo.

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É muito interessante cada particularidade da expressão do amor, porque podemos notar que cada “fruto” do Espírito Santo vai completando o anterior, como se fosse fechando uma aliança. Cada um na dependência do outro, e todos expressando somente um, que é o amor.

Não há amor sem que haja Fidelidade, assim como não há fidelidade se não há amor, tendo em vista que a fidelidade faz parte do caráter leal do amor, razão pela qual a fidelidade é o amor em exercício.

Ora, a pessoa que não apresenta esse caráter para com Deus, como fará para com as pessoas a quem vai servir? Por isso ela deve ser fiel nos seus dízimos e ofertas para com o Senhor Jesus a fim de que também ela possa mostrar lealdade nos seus semelhantes em o Nome do Senhor.

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O Senhor Jesus disse: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mateus 5.5. A Mansidão revela uma brandura de gênio e índole, que é o resultado da verdadeira humildade, humildade esta do reconhecimento e respeito do valor alheio somado à recusa de nos considerarmos melhores do que o nosso semelhante.

Isto é fundamental no trabalho do batizado no Espírito Santo, pois se ele não provar um espírito manso para com aqueles que vem possuídos por espíritos rebeldes, como se evidenciará a Obra de Deus na Igreja do Senhor Jesus?

A mansidão é o exercício do amor no sentido de compreensão e admoestação àqueles que se encontram perdidos no pecado.

Há um ditado popular que diz: “Quer conhecer alguém, coloca-o na posição de autoridade.” De fato, a pessoa a quem Deus confere autoridade espiritual para expelir demônios e não mostra seu caráter a mansidão para lidar com as vítimas dos demônios, certamente perderá a sua unção.

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O Domínio Próprio é de tão grande importância que o próprio Espírito Santo afirmou através de Salomão: “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” Provérbios 16.32; E “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” Provérbios 25.28

De fato, o que adianta apresentarmos uma fé inabalável, capaz de transportar montanhas se não conseguimos controlar os impulsos da nossa vontade carnal?